segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Sobre o teu nome

O primeiro raio de sol ao amanhecer
Após o ultimo raio de luar sobre nós,
Aquecerá meu coração gelado,
Outrora incendiado,
E iluminará o meu viver.


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Travesseiro

É como se eu tivesse o teu rosto tatuado
No interior das minhas pálpebras
Basta fechar os olhos por um segundo que seja e
Eu te vejo, eu te desejo

É como se tudo em mim fosse o teu reflexo
O gosto de sexo que sempre fica me aniquila
É como se eu fosse uma extensão da tua existência
uma reticência do teu corpo

Quando não estás aqui eu sinto
Que também não estou
Vou pra qualquer lugar adentro
Nas asas das minhas pálpebras fechadas

Vou perseguindo o teu aroma
No coma dos meus pensamentos
Bebo-te, chupo-te inteira e continuo sedento

É como se eu tivesse morrido
E tido na tua saliva o paraíso seguido
Do calor infernal do nosso encontro


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Analogia à tua falta.

- "Tão tristonho estás, seu moço.
Por quê não usas os pedacinhos do teu coração
e constrói uma escada bem alta pra sair
do fundo desse poço?"

- "Triste estou, isso é verdade.
Mas poderia eu construir a maior escada de todas
que ainda assim não conseguiria sair
do fundo dessa saudade!"

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Agridoce.

Acabou!

Foram-se os primeiros dias,
Foram-se os primeiros meses.
Desejei você
Quase todas as noites

Subconscientemente
Quem te substituía
Te encenava e nem sabia.

Duramente
Sobrevivi por um fio
Nas extremidades do sentir.

Exponho orgulhoso
As cicatrizes.
Acabou! E agora?

Pensei em você
por quase um segundo completo
e pus a cabeça no lugar
pra não voltar correndo,

Pra não voltar voando
cortaria minhas asas
se asas tivesse.
Venderia minha alma!

Tão perto estou
De cada extremidade
Que nem me atrevo a sentir
Saudades!