domingo, 16 de agosto de 2009

Corpos delibados.

Eu não vivo.
Eu morro todos os dias
de tristes alegrias,
alegrias frias,
falsas alegrias,
alegorias.

Eu não vivo.
Eu morro todos os dias
de tenras nostalgias.

De noite
meus olhos são chuva

sofrida e turva.

Fechados são
de dia.

Eu não canto.
Meu canto tornou-se pranto.
Troquei os acordes dos anjos

por desencantos
sádicos, francos.


Eu não luto.

Já não me cabem lutos.
Delusos deliberados.
Corpos delibados.

Pandemias de um ser apenas.

[Thom Albuquerque]

7 comentários:

Super disse...

Um conteúdo um tanto quanto...
digamos... Sexual, não?

Ives Nelson disse...

Forte mesmo... e realmente impossível não enxergar, nem que seja de leve, uma conotação sexual...

Thom Albuquerque disse...

É isso mesmo.
Neste poema, assim como no "Súbito fim", há uma forte insinuação sexual. Em "Súbito fim" a citação é mais presente, representando uma relação sexual totalmente satisfatória.

Anônimo disse...

Lindo este aqui!
Parabéns.
-Frorzinha.

Thom Albuquerque disse...

Obrigado, moça.
Beijo~

Anônimo disse...

Adoooooooro. hihi
Flor.

Thom Albuquerque disse...

hihi²