quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Súbito fim.

Pare de me olhar como quem atenta ao fim.
Um súbito fim é o que todos desejamos.
Já que loucura seria desejar a eternidade,
só nos resta fantasiar tais fins.

Paira sobre mim, brisa mortal,
com seu cajado assassino.
Paira sobre mim, velho menino, infeliz
infelicidade imortal.

Um súbito fim é o que todos desejamos.
Isso também fala sobre mim.

Pragas, pestes, matadores...
Da morte senhores são, devastadores.
Da morte senhores sãos, criadores.
Da morte senhores vãos, pecadores.

Desejo do meu corpo brota sem espinhos.
Os tabus do meu caminho
caço, açoito, mato, como...

Luxúria há em mim e me escorre
pelos dedos pelos tenho de horror.

Suor que mata
a sede mata
o amor... Matou.

Teu toque faz de mim instrumento
do teu ardor com meu sabor fora e dentro.
Meu toque faz de ti pensamento
selvagem passa na mente sedento.

Do chão nasceu nosso altar
vai voar contra o vento.

No céu um gosto de língua vive
e vai lapidando, insano libido.
Súbito fim vai chegar.

[Thom Albuquerque]

11 comentários:

Ives Nelson disse...

O fim sempre parece inevitável, um triste um negro fim...

Thom Albuquerque disse...

Nem sempre um fim tem tons obscuros, meu caro Nelson.
abraço.

dielem disse...

nOssa amei esse muitO lindO *_*

Thom Albuquerque disse...

oWn... obrigado, moça.

Anônimo disse...

Muito lindo mesmo. Parabéns.
...Flor.

Thom Albuquerque disse...

Obrigado, moça.

Anônimo disse...

isso deve doer muuuito.
>anjo

Thom Albuquerque disse...

Hugz. VocÊ não faz idéia!

Anônimo disse...

e vc faz?
>anjo

Thom Albuquerque disse...

Leia meus poemas... Tire suas conclusões, meu caro anjo"

gorettiguerreira disse...

Lindo seus poemas!
Te seguindo.
Bjs de luz.
Goretti Albuquerque