sábado, 19 de setembro de 2009

Por Narciso.

Dobra tuas pálpebras de Narciso...
(Disse-me o espelho)
Não vê que não mudas?
Tens sempre a mesma cara de vencido,
mesmo que venças.

Sempre o mesmo olhar mendigo.
Sempre este riso enfadonho... Ator.

Tira do teu rosto esse pesar de bandido.
Finge uma nova postura,
uma nova personagem qualquer...

Ou,
se preferires,
sê tu mesmo
personagem da tua história.

Vira a página.

Que o autor possa, dessa vez,
parir um mocinho.
Ou, quem sabe, um herói.

Vai,
transforma em troféu toda essa dor
expressa no teu rosto.

Na alvorada do teu ser
há um campo florido
germinando um novo amanhecer.

[Thom Albuquerque]

10 comentários:

Anônimo disse...

Pobrezinho Narciso. Morreu-se. hihi
Muito bom poema, amigo.
continue neste caminho sempre que voce chega onde quiser.
Abraço. Pietro.

Thom Albuquerque disse...

É um longo caminho!!

Ives Nelson disse...

Será que esse Narciso sou eu? Ou se parece comigo um reflexo que vejo??

Muito Bom Thom!!!

Thom Albuquerque disse...

keskeskes...
O Narciso é um personagem mitológico que morreu por não conseguir afastar-se de sua imagem refletida no espelho~
só pra constar<
abraço, Ives. Valeu!

Ives Nelson disse...

Eu conheço o Narciso Thom! hehehehe

É porque realmente me identifiquei muito com teu texto!

Thom Albuquerque disse...

Como eu disse.. foi "sá pra constar" ^^
abraço.

Anônimo disse...

Esse tá foda! adorei, Thom!!!
Flor.

Thom Albuquerque disse...

Obrigado, moça ^^ [eu acho] rsrs

Anônimo disse...

Dadinho do Narciso xD
>anjo

Thom Albuquerque disse...

keskeskeskes... Ah... vai ver ele nem existiu de verdade~