sábado, 21 de novembro de 2009

Minhas Dores

Dói em mim a maldita ânsia do amanhã.
Como se o futuro fosse uma lâmina
Retalhando-me aos poucos...

Dói em mim a maldita fúria do desejo.
Como se meu corpo fosse um fantoche
Guiado por meus erros...

Dói em mim saber dos meus crimes.

Por tanto tempo tenho andado
Sem rumo, perdido, desguiado...

Dói em mim olhar no espelho
E ver um cego de nascença
Procurando soluções...

Dói em mim forçar o riso
Pra que não me julguem infeliz.
Pra que não percebam minha dor...

Dói em mim gritar ao mundo,
Alertando-o do perigo que o cerca,
E ser ignorado...

Dói em mim não poder me pendurar no arco-íres
pra observar, lá de cima,
Tudo que me escapa...

Dói em mim sentir o gosto do sal
Toda vez que me encontro
Comigo mesmo...

Dói em mim saber dos meus crimes.

Por tanto tempo tenho andado
Sem rumo, perdido, desguiado...

Dói ser pintado de aço
E ser feito de vidro...

[Thom Albuquerque]

10 comentários:

jayanenascimento disse...

Adorooii mto interessant msm!!

Thom Albuquerque disse...

Own, Muito obrogado, moça ^^
Que bom que vc gostou.

Kyo Sun disse...

Hey... muito perfeito *-*
O jogo de palavras ficaram ótimas!
Principalmente essa parte:

Dói ser pintado de aço
E ser feito de vidro...

Amei *¬*

Parabéns

Thom Albuquerque disse...

Muito obrigado, moça...
espero que tenha te tocado.

sabrina disse...

nossa amei esse depo...
muito firme!!!

Thom Albuquerque disse...

>depo< oo ?? rsrsrs
obrigado [euacho]

Raissa disse...

mt intessante essa!! PARABÉNS!

Thom Albuquerque disse...

^^ Muito obrigado, moça

Laís Eclética disse...

Interessantissímo.Digamos q possa ser um pouco sobre minha pessoa :)

Thom Albuquerque disse...

Um pouco de cada um, moça.. todos acabam fingindo um pouco de contentamento~