quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cântico dos abandonados.

Esta é uma homenagem aos desprovidos
de sonhos, de amor, de vontade...

Ąos tristes insensatos, estes
que choram as dores dos outros.
Largados pelo próprio desleixo...

Quão tristes os insensatos!

Salve as almas que rumam
Permanecendo estagnadas.
Sofrem caladas, almas roubadas.

Salve o desejo dos puros
que de impurezas fogem.
Salve a beleza dos anjos.

Salve o segredo das virgens
que sonham com príncipes a galope.
Salve a beleza dos anjos.

Esta é uma homenagem aos desgraçados
Pela ganância dos homens.

Ąos lobos solitários,
de suas matilhas, exilados.
Largados no frio de seus erros.

Quão solitários!

Salve Rômulo de Remo,
Salve Caim de Ąbel,
Salve-me dos olhos dela.

Salve a herança dos cultos...
Historiadores de seus umbigos.
Salve-me dos olhos dela!

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