segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sempre em mim.

Pétala charmosa do meu delírio,
Alma penosa em meu peito sofrido,
Mística beleza nua e crua,
Estaca prateada da fúria divina,
Lúpulo celeste do meu encanto,
Atriz encarnada do meu desejo,
Suco de amoras nos meus lábios sedentos,
União perversa das minhas intenções,
Zaratustra em ascensão constante,
Abutre espreitando meus sonhos egocêntricos,
Nuance brilhante da minha retina,
Estrela cadente teleguiada por Satan,
Serpente amorosa envolta em veneno,
Onça carente no sulcro da noite,
Ulcera cancerosa da minha virilha,
Zeus, Afrodite, Eros, Dionísio...
Abeas Corpus da minha solidão,
Libertina vontade submissa e febril,
Orbital pensamento crônico compulsivo,
Biblioteca pornográfica em chamas,
Oitava maravilha internacional,
Sangue escorrido do meu martírio,
Eterno devir dos meus pesares,
Musical desembestado em Mi menor,
Puta infame do meu deleite,
Riso infanto incontrolável,
Ermético amanhecer embriagado,
Efêmero ser do meu contentamento,
Moléstia da minha modéstia,
Mitológica expressão do meu suor,
Idioma corporal pecaminoso,
Minha própria existência.

2 comentários:

Anônimo disse...

lindo poema tom,vc é um grande artista!!



sabrina lobo.

Thom Albuquerque disse...

Obrigado, Sabrina. Mas são seus olhos... rsrs x*