terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Poema de amor.

Em mim já não há vazio interior.
Uma linda pequena
Encheu-me de amor.

E tão somente dela é esse amor
Que em mim habita
E que me edifica.

Agora tudo tem o seu sabor.
Agora tudo rima com amor.

Amor sim, mas não amor qualquer.
O meu amor tem cheiro, forma
E nome de mulher:

Uma linda pequena,
Esta, que agora estampa meus sonhos
De tempos futuros, tempos risonhos.

(Fortaleza, 28 de Fevereiro de 2012)


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Meu mar-de-rosas.

Não se engane com o meu sorriso
E não vá pensando que está tudo bem,
Meu mar-de-rosas.

Aprendi com o mundo
A ser fingido, dissimulado, bandido.

Não se entregue sem pensar, Oh não!
E não vá fazendo serenatas sem amor,
Meu mar-de-rosas.

Hoje, dentro do meu peito,
Ferve fétido veneno amargo e frio,
Meu mar-de-rosas.


(Fortaleza, Julho de 2011)



Menina-moleca.

É como um sonho, é um conto de fadas,
Príncipe encantado em seu cavalo alado,
É uma roda-gigante, é um passo de tango...
O riso da menina é um cordel de fogo!

Corre pra lá, corre pra cá,
Diz que não quer, que vai chorar,
Vem me beijar, vem me abraçar,
Depois não quer nem me olhar!

Saia-rodada, cabelo amarrado,
Jeito de boneca, menina dengosa,
Menina-moleca.
Há um furacão dentro do riso dela!

Corre pra lá, corre pra cá,
Diz que não quer, que vai chorar,
Vem me beijar, vem me abraçar,
Depois não quer nem me olhar!


(Dedicado à minha muito amada filha Gabriela)