quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Travesseiro

É como se eu tivesse o teu rosto tatuado
No interior das minhas pálpebras
Basta fechar os olhos por um segundo que seja e
Eu te vejo, eu te desejo

É como se tudo em mim fosse o teu reflexo
O gosto de sexo que sempre fica me aniquila
É como se eu fosse uma extensão da tua existência
uma reticência do teu corpo

Quando não estás aqui eu sinto
Que também não estou
Vou pra qualquer lugar adentro
Nas asas das minhas pálpebras fechadas

Vou perseguindo o teu aroma
No coma dos meus pensamentos
Bebo-te, chupo-te inteira e continuo sedento

É como se eu tivesse morrido
E tido na tua saliva o paraíso seguido
Do calor infernal do nosso encontro


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